



Beija-flor-tesoura
Eupetomena macroura
Olá! Eu sou o Beija-flor-tesoura, um dos maiores e mais elegantes beija-flores do Brasil..
Ouça meu canto
Sou ousado, territorial e cheio de energia; enfrento desafios sem medo e vivo em constante movimento.

Sobre Mim
Olá!
Eu sou o beija-flor-tesoura (Eupetomena macroura), um dos beija-flores mais conhecidos e admirados do Brasil. Também sou chamado de beija-flor-rabo-de-tesoura, beija-flor-rabo-de-andorinha e tesourão. Meu nome vem da minha longa cauda bifurcada, que lembra uma tesoura e faz de mim uma figura inconfundível quando cruzo os céus.
Faço parte de um grupo de aves exclusivo das Américas, famoso pelas cores iridescentes, pela incrível velocidade e pela capacidade de permanecer parado no ar enquanto voo. Entre todos eles, sou um dos maiores e também um dos mais corajosos. Não costumo recuar diante de nenhum desafio quando o assunto é defender meu território.
Meu nome científico, Eupetomena macroura, significa "ave de cauda longa que voa muito e voa bem" — uma descrição que combina perfeitamente comigo.
Meço entre 15 e 18 centímetros, mas quase dois terços desse comprimento correspondem à minha elegante cauda. Minha cabeça, pescoço e peito brilham em um intenso azul-violeta, enquanto o restante do corpo exibe um verde metálico que muda de tom conforme a luz. Atrás dos meus olhos há uma pequena mancha branca, e meu bico preto, levemente curvado, mede cerca de 2,2 centímetros, ideal para alcançar o néctar das flores.
Às vezes, minhas penas da testa aparecem cobertas de pólen branco, amarelo ou alaranjado. Não é enfeite: são as marcas do meu trabalho como polinizador.
Meu alimento preferido é o néctar das flores, mas também capturo pequenos insetos em voos rápidos e precisos, garantindo a proteína necessária para acompanhar meu metabolismo acelerado. Enquanto me alimento, transporto pólen de uma flor para outra, ajudando inúmeras plantas a se reproduzirem. Também sou um visitante frequente dos bebedouros com água açucarada oferecidos em jardins e quintais.
Na época da reprodução, faço uma verdadeira apresentação aérea para conquistar a fêmea. Pairo diante dela e realizo voos em zigue-zague, passando velozmente sobre sua cabeça. Depois do acasalamento, sigo meu caminho, enquanto ela escolhe o local e constrói sozinha o ninho, uma pequena tigela feita com fibras vegetais, paina, musgos, líquens e delicadas teias de aranha.
Ela deposita normalmente dois ou três ovos brancos, incubados por cerca de 15 a 16 dias. Quando os filhotes nascem, é ela quem cuida da alimentação, oferecendo principalmente pequenos insetos. Enquanto isso, continuo protegendo meu território e as flores que garantem nosso alimento.
Vivo em áreas semiabertas, bordas de florestas, capoeiras, parques e jardins. Adaptei-me muito bem às cidades e não tenho medo de me aproximar das pessoas quando encontro flores ou bebedouros.
Sou conhecido pelo meu temperamento. Defendo meu território com determinação e posso enfrentar aves muito maiores do que eu, além de outros beija-flores e até pequenos mamíferos. Quando o néctar é escasso, escolho uma árvore florida, como um ipê ou um mulungu, e passo a protegê-la com toda a minha energia.
Meu chamado é forte e marcante, um "tsak!" que muitas vezes anuncia minha chegada antes mesmo que você consiga me enxergar. Embora pareça um simples assovio, meu canto é muito mais complexo do que nossos ouvidos conseguem perceber.
Meu corpo trabalha em um ritmo impressionante. Tenho um dos metabolismos mais rápidos entre todas as aves, e minhas asas podem bater dezenas de vezes por segundo, permitindo que eu paire no ar, voe para trás e execute manobras que parecem desafiar a gravidade.
Mesmo pequeno, desempenho uma grande missão: ajudar a manter vivas as flores e os ambientes onde tantas outras espécies também encontram alimento e abrigo.
